Conheça os autores do Festival da Canção 2022 (parte 1)
Imagens: Pedro Pina | RTP; Joana Linda; RTP; Redes sociais

Conheça os autores do Festival da Canção 2022 (parte 1)

04/11/2021 0 Por Bernardo Matias

Foram revelados esta quinta-feira os autores do Festival da Canção 2022, certame que elege o representante de Portugal para o Festival Eurovisão da Canção (ESC).

Neste artigo de uma série de duas partes apresentamos-lhe os 20 autores, por ordem alfabética, assim como alguns dos seus trabalhos. Começamos com os primeiros dez do elenco anunciado pela RTP.

AGIR

AGIR, nome artístico de Bernardo Costa, é filho de Paulo de Carvalho e tem 33 anos de idade. Dedicado ao pop, R&B, soul, hip hop e dancehall, começou na música ainda em adolescente, conquistando fãs nas redes sociais. Em 2007 participou no Festival da Canção com os TribUrbana terminando em quarto com o tema Dá-me a Lua.

Ao longo da sua carreira, tem diversas colaborações  com artistas reputados, incluindo Ana Moura, Diogo Piçarra, Gisela João, Mariza e Rita Guerra. Conta com três álbuns de estúdio: Agir (2010), Leva-me a Sério (2015, alcançando a marca Disco de Platina) e No Fame (2019). No início do ano, AGIR participou numa homenagem ao pai Paulo de Carvalho no Festival da Canção 2021, interpretando Flor Sem TempoE Depois do Adeus.

 

Aurea

Aos 34 anos, Aurea estreia-se em absoluto no Festival da Canção como autora. É considerada uma das maiores referências portuguesas do Soul, tendo frequentado em 2005 o curso de Teatro na Universidade de Évora. Começou a notabilizar-se com o tema Okay Alright, a par de Rui Ribeiro, que foi escolhido para a banda sonora da série Morangos com Açúcar.

Aurea editou o álbum de estreia, homónimo, em 2010, tendo desde então mais quatro discos de estúdio e um ao vivo. Conta com um Globo de Ouro de Melhor Intérprete Individual e um MTV Europe Music Award de Best Portuguese Act em 2011. Além da carreira a solo, a artista participou no projeto ELAS com Marisa Liz, com quem também atuou na Eurovision Village em Lisboa em 2018 numa homenagem a Simone de Oliveira. Aurea também já colaborou com os The Black Mamba, vencedores do Festival da Canção e 12.º classificados do ESC 2021.

Como mentora do The Voice Portugal, teve na sua equipa Cláudia Pascoal na quinta temporada do formato, em que a então concorrente chegou à penúltima gala. De recordar que Cláudia Pascoal viria a ganhar, meses depois, o Festival da Canção, defendendo Portugal no ESC 2018 em Lisboa com o tema O Jardim.

 

Blacci

Compositora luso-brasileira, Blacci tem 20 anos de idade. Pode ler-se nas suas redes sociais que do seu repertório fazem parte os géneros pop, trapa e R&B, além de “arrepiantes vibes acústicas”. A artista propõe-se a “trazer uma nova cor ao panorama musical lusófono”, bem como a “transmitir uma mensagem positiva e uma lufada de ar fresco face ao momento difícil intenso em que o mundo se encontra”.

 

Cubita

Cubita é o nome artístico de Nádia Vasconcelos, artista de origem angolana com influências rap e R&B. Não é nova na televisão portuguesa: concorreu ao Ídolos em 2012 e ao X Factor em 2013, apesar de não ter sido selecionada em nenhum dos talent shows.

Com mais de quatro milhões de visualizações no YouTube, Me Fala é o tema mais popular de Cubita. Além da carreira a solo, também já teve uma dupla de kizomba ao lado de um amigo, DreamzMelody.

 

DJ Marfox

Oriundo de Lisboa, o DJ Marfox (Marlon Silva) tem influências das sonoridades africanas do funaná, kizomba ou kuduro, numa fusão com a música eletrónica que define a sua música. Em 2006 lançou DJ’s do Ghetto Vol. I, compilação considerada o primeiro álbum do novo som afro-português.

Começou a internacionalizar a sua carreira em 2009 com o Festival Exit Adventure na Sérvia, e em 2013 esteve no Unsound, festival polaco que é considerado um dos certames de vanguarda da música eletrónica. O seu EP Lucky Punch, de 2014, foi gravado pela Lit City Trax. No mesmo ano, DJ Marfox foi destacado pela Rolling Stone como artista a seguir.

 

Fábia Rebordão

Fábia Rebordão é uma das referências do fado novo, apesar de ter influências musicais que também passam pelo soul, bossa nova, morna, blues ou jazz. Atualmente com 36 anos, apaixonou-se pelo fado há mais de duas décadas, graças à voz da prima Amália Rodrigues. Começou a cantar profissionalmente em casas de fado.

Foi finalista da segunda edição da Operação Triunfo, concurso de talentos que notabilizou publicamente Fábia Rebordão. O seu disco de estreia remonta a 2011 e nele participam Celeste Rodrigues e Lura. O seu mais recente tema, Eu Sou, foi lançado já este ano.

 

Fado Bicha

Dois anos depois de terem concorrido ao Festival da Canção através da livre submissão de propostas, os Fado Bicha poderão finalmente fazer a estreia no certame. É um duo com Lila Fadista na voz e João Caçador na guitarra elétrica, num projeto arrojado que vai mais além da vertente musical.

Os Fado Bicha destacam a sua identidade LGBT+ e queer, sendo um projeto representativo que diz estar “muito ligado a uma rebelião contra os termos, as dinâmicas e as estruturas que nos oprimem; e a uma experimentação pessoal, uma desconstrução do género, uma liberdade de movimentos”.

 

FF

FF, ou Fernando Fernandes, é cantor, ator e compositor de 34 anos. A vitória no programa Bravo Bravíssimo marcou o início do seu percurso musical, mas foi como ator na série Morangos com Açúcar que ganhou mais notoriedade.

A carreira de FF tem-se dividido entre a música e a representação (na televisão e no teatro), passando também pela produção musical. O artista tem o projeto SaFFra, que junta a música tradicional portuguesa e o fado moderno.

 

Joana Espadinha

Joana Espadinha praticamente dispensa apresentações para os seguidores do Festival da Canção. Em 2018 concorreu como intérprete do tema Zero a zero, da autoria de Benjamim, ficando no nono lugar.

A artista já lecionou jazz na Escola de Jazz Luiz Villas Boas e na Universidade de Évora. Em setembro passado lançou o seu novo álbum, Ninguém me vai tirar o Sol, sete anos depois do primeiro: Avesso. No ano de 2018 puxou pela sua vertente mais pop com o álbum O Material tem sempre razão.

 

Kumpania Algazarra

A origem dos Kumpania Algazarra remonta a 2004 e a Sintra. Têm inspiração em estilos enérgicos e de boa disposção como o ska e o folk, mas também ritmos latinos ou funk, juntando diversos géneros nos seus trabalhos.

Já contam com presença no palco do Festival da Canção, como interval act nas semifinais ao lado de vencedores da história do evento. O primeiro dos oito álbuns dos Kumpania Algazarra, homónimo, remonta a 2008, e já este ano lançaram o mais recente disco: Remixed Vol.2.

Partilhar o artigo: