O JESC 2020 desmontado em números
Créditos da imagem: EBU/Stijn Smulders

O JESC 2020 desmontado em números

01/12/2020 0 Por Bernardo Matias

Realizou-se ontem o Festival Eurovisão da Canção Júnior (JESC) 2020, com a vitória de França. O país venceu com o tema J’Imagine, de Valentina.

No rescaldo do certame, deixamos-lhe algumas curiosidades na forma de números.

  • 200 (pontos): Mesmo com muitos menos países participantes num total de 12 e por isso menos pontos dos júris nacionais, os 200 pontos de França dariam fortes resultados em todos os anos desde que o formato de votação atual foi introduzido em 2017. Com 200 pontos seria possível vencer em 2017 (com 16 países a concurso) e ficar em quarto nas edições de 2018 (20 concorrentes) e de 2019 (19 países competiram).

 

  • 12: Na sua estreia, a Alemanha acabou em 12.º e último, no fim das preferências do público e do júri. Desde 2018 que um estreante não acabava na cauda da tabela: na altura, o País de Gales concluiu em 20.º entre os 20 a concurso. Além disso, o idioma Francês é o 12.º a conseguir uma vitória no JESC. Foi ainda de 12 o número de participantes, o menor de sempre a par com a edição de… 2012.

 

  • 10 (10.º lugar): Para os lados da Rússia, depois da vitória de 2017 o JESC não está a ser de sucesso: nos últimos três anos este foi o segundo décimo lugar e, em 2019, acabou em 13.º.

 

  • 9 (9.º lugar): Segundo pior resultado da década para a Polónia, com o nono lugar. Desde o regresso em 2016, o país que organizou o JESC nos dois últimos anos só fez pior com o 11.º posto de 2016. Aí, foi representada por Olivia Wieczorek com o tema Nie zapomnij.

 

  • 8 (8.º lugar): Malta inverteu o seu pior resultado de sempre, sendo que desta feita acabou na oitava posição. Pela segunda vez desde o regresso em 2013 está dois anos consecutivos sem chegar ao top cinco final.

 

  • 6 (Top 6): França mantém a série de top seis. Em 2004, Thomas Pontier foi sexto com Si on voulait bien. O regresso do país deu-se em 2018 e, em três tentativas, o pior foi mesmo o quinto posto do ano passado com Carla e Bim Bam Toi.

 

  • 5 (5.º lugar): Com o quinto lugar de Arina Pehtereva e de Aliens, a Bielorrússia colocou um ponto final a uma série de dois 11.º lugares consecutivos. Já a Geórgia, reagindo ao seu pior resultado de sempre, foi a sexta classificada com Sandra Gadelia. Mesmo assim, ficou pela primeira vez fora do top cinco três anos consecutivos.

 

  • 4 (Top 4): Com novo terceiro lugar, Espanha nunca ficou abaixo de quarto. O pior foi o quarto lugar de 2006 (Dani Fernández, Te doy mi voz) e o melhor foi o triunfo de María Isabel em 2004 com Antes muerta que sencilla. E em quarto lugar, os Países Baixos continuam a comprovar-se como uma das potências mais fortes no JESC: nas últimas quatro edições ficaram em quarto por três vezes.

 

  • 3: França, trata-se do terceiro país dos ‘Big 5’ do ESC a ganhar o JESC. Os outros foram Espanha em 2004 e Itália em 2014. Por outro lado, é a primeira vitória eurovisiva francesa desde a obtida no Festival Eurovisão Jovens Dançarinos de 1989

 

  • 2 (2.º lugar duas vezes seguidas): Já o Cazaquistão ficou em segundo lugar pela segunda vez seguida. Só em mais duas ocasiões aconteceu o mesmo com um país: a Rússia foi ‘vice-campeã’ em 2009 e 2010 e a Arménia em 2015 e 2016.
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