Os esclarecimentos da EBU sobre a polémica das votações irregulares na Eurovisão 2022
Créditos da imagem: EBU/Sarah Louise Bennett

Os esclarecimentos da EBU sobre a polémica das votações irregulares na Eurovisão 2022

19/05/2022 0 Por Bernardo Matias

União Europeia de Radiodifusão (EBU) emitiu esta quinta-feira um comunicado em que esclarece tudo o que está por trás da polémica das votações de seis júris nacionais no Festival Eurovisão da Canção (ESC) 2022.

A entidade explicou que, em conjunto com o parceiro de votação independente pan-Europeu, encontrou padrões de votação irregulares nos júris de Azerbaijão, Geórgia, Montenegro, Polónia, RoméniaSão Marino. Todos estes países competiram na segunda semifinal, com Azerbaijão, Polónia e Roménia a apurarem-se para a final.

Destacando a importância da integridade da votação para o espetáculo, a EBU salientou que tal como os demais envolvidos tem o dever de garantir resultados válidos, encarando por isso com seriedade qualquer infração.

Quatro dos seis países em causa colocaram os outros cinco nas cinco primeiras posições da votação do respetivo júri nacional. Um inseriu-os no top seis e outro inseriu-os a todos entre os sete primeiros.

O parceiro de votação detetou este padrão “como irregular” e a Supervisão Independente de Votação reconheceu-o. Mais: cinco dos seis países em causa ficaram fora do top oito do júri dos restantes 15 países votantes na segunda semifinal (que contou, também, com a votação dos finalistas diretos Alemanha, Espanha e Reino Unido). Quatro deles ficaram até nas seis últimas posições dos outros 15 países. A EBU fala de uma “irregularidade do padrão da votação do júri” numa escala “sem precedentes”.

(Continua após as imagens)

 

Como tal, a EBU, em consulta com o parceiro de votação pan-Europeu e a Supervisão Independente de Votação, “decidiu, em conformidade com as instruções de votação do Festival, exercer o seu direito de remover os votos dos seis júris em questão da alocação da classificação na grande final para preservar a integridade do sistema de votação”.

A partir daí, seguindo os protocolos existentes, foi calculado automaticamente um resultado agregado de substituição para determinar as pontuações dos júris dos seis países envolvidos durante a final. A liderança do Grupo de Referência do ESC e o vice-diretor geral da EBU aprovaram estas decisões, que se encontram “alinhadas com os requisitos das Instruções de Voto do Festival”.

Votação do júri na segunda semifinal sem os seis países visados

Créditos da imagem: EBU

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