Destaque ESC 2023 Festival Eurovisão da Canção

Eleitos os últimos dez finalistas da Eurovisão 2023

Eleitos os últimos dez finalistas da Eurovisão 2023 Créditos da imagem: Sarah Louise Bennett / EBU

Estão encontrados todos os finalistas do Festival Eurovisão da Canção (ESC) 2023. Esta noite, a Liverpool Arena acolheu a segunda semifinal, em que dez dos 16 concorrentes garantiram uma vaga na grande final de sábado.

 

O resumo do espetáculo
A abertura foi com uma VT de resumo da primeira semifinal , antes da entrada na Liverpool Arena com as habituais introduções por parte dos apresentadores.

  • 1. Dinamarca: Reiley – Breaking My Heart
    • Para começar, Dinamarca, com Reiley e a canção Breaking My Heart. O artista, vestido com tons de cor-de-rosa, começa por estar com a cara envolvida por um coração na transmissão televisiva, antes de os planos abrirem revelando a estrutura que marca a cenografia. Depois de o cor-de-rosa marcar boa parte da atuação, na fase final domina o verde e os planos de câmara passam a ser mais amplos.
    • Postcard: Ópera de Lviv (Ucrânia), Wales Millenium Centre (Reino Unido) e Ópera de Copenhaga (Dinamarca)

 

  • 2. Arménia: Brunette – Future Lover
    • Brunette é a escolha da Arménia para o ESC 2023, com a canção Future Lover. A artista começa a atuação (dominada por tons de roxos) deitada em palco, para depois se sentar e levantar na parte mais «rap» da canção. A iluminação evolui para branco e tons escuros, voltando ao roxo no final.
    • Postcard: Jardim Botânico da Universidade de Lviv (Ucrânia), Eden Project (Cornualha, Reino Unido) e Jardim Botânico de Erevã (Arménia)

 

  • 3. Roménia: Theodor Andrei – D.G.T. (Off and On)
    • Sozinho em palco com a sua guitarra, Theodor Andrei defende a Roménia e interpreta D.G.T. (Off and On). A cenografia aposta forte em gráficos nos ecrãs LED… incluindo do próprio cantor…
    • Postcard: Estátua de Taras Shevchenko (Lviv, Ucrânia), Estátua dos The Beatles (Liverpool, Reino Unido) e Estátua Uma Carruagem com Palhaços (Bucareste, Roménia)

 

  • 4. Estónia: Alika – Bridges
    • A Estónia é representada por Alika e a balada Bridges. A cantora começa sentada junto de um piano, mas levanta-se depois para se movimentar pelo palco mais pequeno. A iluminação e as cores são escuras e dominam tons de azul. Quando a canção ganha ímpeto, Alika muda-se para o palco principal, onde termina já com tons amarelados a marcarem os grafismos.
    • Postcard: Torre da Água (Vinnytsia, Ucrânia), Torre de Blackpool (Blackpool, Reino Unido) e Torre de TV (Tallin, Estónia)

 

  • 5. Bélgica: Gustaph – Because of You
    • Gustaph e a canção Because of You foram as escolhas da Bélgica. Um pop dançável, com um toque retro e animada. A atuação começa a preto-e-branco, que são, de resto, os tons que marcam boa parte da mesma. Com o cantor estão três dançarinas. Gustaph iniciou em cima de um patamar, descendo depois as escadas para se movimentar no palco. Os ecrãs LED são constantemente aproveitados para exibir gráficos e partes-chave da letra da canção.
    • Postcard: Monumento da Independência (Kyiv, Ucrânia), Anjo do Norte (Gateshead, Reino Unido) e Atomium (Bruxelas, Bélgica)

Depois da atuação da Bélgica, aconteceu o primeiro intervalo publicitário. No feed oficial, a transmissão continuou na cabine de comentários com uma entrevista a Graham Norton e Timur Miroshnychenko.

 

  • 6. Chipre: Andrew Lambrou – Break a Broken Heart
    • Depois de não conseguir representar a Austrália, Andrew Lambrou foi escolhido pelo Chipre para 2023. Canta o potente hino Break a Broken Heart. O artista inicia sozinho num palco escuro, com algum fumo. Os tons frios dão, depois, lugar a tons quentes, com muito uso do fogo no final da canção.
    • Postcard: Praia Marítima de Kyiv (Ucrânia), Praia de Brighton (Reino Unido) e Praia Akti Olympion (Chipre)

 

  • 7. Islândia: Diljá – Power
    • A Islândia leva ao ESC 2023 Diljá e a canção Power. Sentada no palco mais pequeno nos primeiros segundos, a cantora está sozinha, com vegetação nos motivos gráficos e iluminação. Apesar de estar sozinha, Diljá movimenta-se bastante entre o palco principal e o palco satélite, dando dinâmica à atuação.
    • Postcard: Cascata Maniava (Gorgany Mountain Ridge, Ucrânia), Cascata de Pistyll (Powys, Reino Unido) e Cascata Kvernufoss (Islândia)

 

  • 8. Grécia: Victor Vernicos – What They Say
    • Victor Vernicos é o mais jovem participante no ESC 2023. Defende a Grécia com a canção What They Say. O artista começa deitado no palco e é acompanhada por uma cenografia que explora bastante os gráficos nos ecrãs LED e o jogo de luzes. Victor Vernicos, vestido de calções, movimenta-se entre os dois palcos quando a canção ganha ritmo.
    • Postcard: Forte de Tarakaniv (Ucrânia), Castelo de Dunluce (Condado de Antrim, Reino Unido) e Templo de Poseídon (Cabo Sounion, Grécia)

 

  • 9. Polónia: Blanka – Solo
    • Blanka é a representante da Polónia e canta uma canção que poderia ser um hit de verão: Solo. Mas não está sozinha em palco, sendo acompanhada por quatro dançarinos. Uma apresentação que abusa dos efeitos televisivos, dando quase a sensação de estar a ver um videoclip. Movimento e cor não faltam, assim como vários gráficos nos ecrãs LED e até alguma pirotecnia.
    • Postcard: Universidade Nacional (Chernivtsi, Ucrânia), Universidade de Cambridge (Reino Unido) e Faculdade de Física da Universidade de Varsóvia (Polónia)

 

  • 10. Eslovénia: Joker Out – Carpe Diem
    • A Eslovénia é outro país que se faz representar por uma banda e no seu idioma. Joker Out apresentam Carpe Diem. Uma viagem ao indie dos anos 1990/2000, com roupas peculiares, mas condizentes. A banda encontra-se no palco satélite, mas alguns dos membros passam depois para o palco principal antes de terminarem de novo todos no palco satélite, alinhados a fazer uma vénia. No ecrã LED de fundo pode ler-se o nome da banda, Joker Out.
    • Postcard: Tetris Hall Rooftop (Kyiv, Ucrânia), Goodness Gracious Roof Bar (Reino Unido) e Radio Slovenija Rooftop (Eslovénia)

 

  • 11. Geórgia: Iru – Echo
    • Iru defende as cores da Geórgia com a canção Echo. Uma balada poderosa, com alguma sonoridade étnica. A encenação é condizente: tons escuros na iluminação e gráficos, muito fumo, mas a cantora com um vestido branco contrastante. Lembra-se dos tons escuros? A iluminação muda por completo para um final brilhante e vistoso.
    • Postcard: Cidade Velha (Lviv, Ucrânia), Port Sunlight (Reino Unido) e Cidade Velha (Tblisi, Geórgia)

Terminada a atuação da Geórgia, teve lugar o segundo intervalo para publicidade na televisão. Na transmissão oficial, foi passada uma VT de Luke Evans sobre a história do ESC e do seu propósito de unir através da música.

  • 12. São Marino: Piqued Jacks – Like an Animal
    • Uma banda representa São Marino no ESC 2023: os Piqued Jacks, com a sonoridade rock da canção Like an Animal. Os tons de vermelho são dominantes na iluminação e ecrãs LED, com o grupo no palco grande acompanhado dos respetivos instrumentos musicais. Numa atuação talvez menos dinâmica do que se poderia esperar do tipo de música, o vocalista termina depois no palco satélite, além de a cenografia ganhar mais cores.
    • Postcard: Castelo de Kamianets-Podilskyi (Ucrânia), Castelo de Herstmonceux (Reino Unido) e Torre Guaita (Monte Titano, São Marino)

 

  • 13. Áustria: Teya & Salena – Who the Hell is Edgar?
    • A dupla Teya & Salene está encarregue de representar a Áustria com a irreverente canção dance-pop Who the Hell is Edgar?. Tal como no videoclip, no início aparece uma máquina de escrever, mas nos ecrãs LED de fundo. Os mesmos servem também para incluir dançarinas; ou melhor, mais dançarinas para além das quatro «de carne e osso» que estão em palco. O vermelho domina a cor. Para que fique bem claro que a referência é a Edgar Allen Poe, a imagem do escritor é exibida no ecrã LED de fundo no final.
    • Postcard: Câmara Municipal de Lviv (Ucrânia), Câmara Municipal de Sheffield (Reino Unido) e Câmara Municipal de Viena (Áustria)

 

  • 14. Albânia: Albina & Familja Kelmendi – Duje
    • Na Albânia, o ESC 2023 é uma questão de família: Albina & Familja Kelmendi cantam Duje. Sons balcânicos trazidos do Leste da Europa, com o máximo de seis pessoas em palco, com forte uso dos ecrãs LED para exibir gráficos e complementar a iluminação. Na parte final, junta-se a pirotecnia, com chamas a ladearem o palco.
    • Postcard: Arboretum Sofiyivka (Uman, Ucrânia), Sefton Park (Liverpool, Reino Unido) e Grande Parque de Tirana (Albânia)

 

  • 15. Lituânia: Monika Linkytė – Stay
    • Em mais um regresso, Monika Linkytė volta a representar a Lituânia, desta vez com a canção Stay. Tons avermelhados e roxos dominam visualmente a atuação, em que a cantora começa sozinha no palco principal, antes de se juntarem quatro coristas já no palco satélite onde permanecem até ao fim.
    • Postcard: Fortaleza de Khotyn (Ucrânia), Eilean Donan (Terras Altas da Escócia, Reino Unido) e Castelo da Ilha Trakai (Lituânia)

 

  • 16. Austrália: The Voyager – Promise
    • Não é todos os anos (e muito menos dias…) que se vê um carro desportivo no palco do ESC. Isso acontece com os The Voyager, que representam a Austrália e cantam o rock Promise. Um dos membros da banda inicia a atuação dentro do carro. Os planos de câmara fechados dão lugar a planos amplos quando o ritmo intensifica, revelando os restantes elementos da banda. Sonoridade rock a fechar a semifinal, mas, curiosamente, pirotecnica só surge mesmo no final.
    • Postcard: Ponte de Vidro (Kyiv, Ucrânia), Ponte Suspensa Clifton (Bristol, Reino Unido) e Ponte Matagarup (Perth, Austrália)

Terminou o desfile de canções e, como não podia deixar de ser, foram depois abertas as linhas de votação para o público seguindo-se uma primeira recapitulação das atuações.

O primeiro interval act trouxe ao palco caras bem conhecidas: Mariya Yaremchuk, representante da Ucrânia no ESC 2014, Zlata Dziunka (que defendeu o país no Festival Eurovisão da Canção Júnior em 2022) e o rapper OTOY juntaram-se, numa atuação ao som de composições tradicionais ucranianas.

Após uma segunda recapitulação das atuações, foram encerradas as linhas de voto. Seguiu-se o segundo interval act, com três drag performers numa atuação inspiradora: Be Who You Want.

Depois, Filomena Cautela e Måns Zelmerlöw jogaram a segunda parte do desafio acerca dos qualificados/não qualificados em edições anteriores do ESC… registando-se um empate 4-4. No segmento posterior, quatro jovens crianças britânicas fizeram uma visita aos bastidores do evento.

Ainda antes da apresentação dos apurados, foram mostrados excertos das atuações de três dos finalistas automáticos: Espanha, Reino Unido e Ucrânia. Os respetivos artistas foram também entrevistados.

Chegou, finalmente, o momento das emoções fortes: o anúncio de quem se qualificou. Albânia foi o primeiro país revelado, enquanto o último foi a Eslovénia – numa ordem completamente aleatória.

Resultados

(Por ordem de anúncio; clique nos títulos das canções para ver as atuações)

 

Finalistas

(Por ordem alocada; clique nos títulos das canções para ver as atuações)

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Sobre o autor

Bernardo Matias

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