Primeira semifinal apurou dez canções para a final da Eurovisão 2022
Créditos da imagem: EBU / Corinne Cumming

Primeira semifinal apurou dez canções para a final da Eurovisão 2022

10/05/2022 0 Por Bernardo Matias

A primeira semifinal do Festival Eurovisão da Canção (ESC) 2022 decorreu esta terça-feira no PalaOlimpico em Turim (Itália), estando encontrados os primeiros dez finalistas a juntarem-se aos Big 5. Portugal está está no lote de qualificados.

 

Apurados

(Resumo da gala a seguir à lista de apurados)

(Por ordem alfabética)

(Clique nos títulos para ver as atuações)

 

O resumo da gala

Numa celebração aos grandes inventores italianos, o espetáculo começa com uma VT que ilustra a criação do drone Leo: a personagem que traz as filmagens dos postcard. Leo viaja da oficina onde «foi criado» até à arena, onde começa o número de abertura em palco ao som de Nessun Dorma de Luciano Pavarotti num espetáculo de luzes e dança… que dá lugar a um arrojado espetáculo de abertura com o tema que serve de slogan ao certame: The Sound of Beauty.

Depois do número  de abertura, chegaram os apresentadores: Alessandro Catellan, Laura Pausini e Mika. Após as habituais introduções, começou o desfile de canções.

  • 1. Albânia: A Albânia é introduzida pelo postcard em Barumini. Ronela Hajati apresentou Sekret, uma canção energética com alguns tons étnicos e que não deixa ninguém indiferente – até pela coreografia arrojada, incluindo o momento em que a intérprete usa o rabo de cavalo para fazer um efeito «hélice» para a câmara. Consigo estão quatro dançarinos em tronco nu com saias e botas pretas.

 

  • 2. Letónia: Apresentado o postcard de Merano, começa a atuação da Letónia com os Citi Zēni. «Instead of meat I eat veggies» inicia a canção funk-pop Eat Your Salad. Podia ser um apelo a uma alimentação vegan, mas não: pode interpretar-se uma letra a alertar para a importância de um modo de vida sustentável ambientalmente. O colorido do «staging» e das roupas não deixam passar esta atuação indiferente, assim como o ritmo

 

  • 3. Lituânia: A cidade de Bergamo serve de mote à introdução da Lituânia. Monika Liu, sozinha em palco, interpretou Sentimentai. A intérprete tem um vestido que emana brilho, com o jogo de luzes a compor o seu «staging» com esta canção e ambiente muito ao estilo cabaret.

 

  • 4. Suíça: Um postcard que apresenta Termoli abre o caminho até ao palco para Marius Bear. Uma balada lenta, Boys Do Cry, o escuro dominou o palco, com algumas projeções durante parte da atuação. A ideia, como o artista explicou ao e-FestivalPT em entrevista, é uma canção em que o foco deve ser nos sentimentos para o público e não na sua voz ou no staging. Objetivo conseguido.

 

  • 5. Eslovénia: Citiva di Bagnoregio é apresentada antes de os LPS entrarem em palco pela Eslovénia. Apesar da juventude, a banda apresentou a canção Disko. Um tema retro pop, como se refletiu no palco onde domina uma bola de brilhantes de grandes dimensões no centro.

 

  • 6. Ucrânia: A emblemática cidade de Florença serve de postcard para a atuação da Ucrânia. Os Kalush Orchestra entram em palco com a canção folk-rap Stefania. As roupas e instrumentos folclóricos fundem-se com a modernidade no «staging», numa atuação merecidamente muito aplaudida no final – mesmo se tal aplauso se prende com muito mais do que o espetáculo.

 

Depois da passagem em palco da Ucrânia existiu uma pequena pausa no desfile de canções, com uma VT humorística sobre as preparações e características técnicas de todo o aparato montado no PalaOlimpico em Turim.

 

  • 7.Bulgária: O Castel del Monte é o postcard para a Bulgária. Liderados por Ronnie Romero, os Intelligent Music Project interpretaram Intention. O rock de volta ao ESC, com uma proposta incomparável à canção vencedora do ano passado, mas cujo «staging» usou e abusou do jogo de luzes e da pirotecnia. Visualmente, foi das atuações mais arrojadas da noite.

 

  • 8. Países Baixos: Apresentando-se Ravena no postcard, foi a vez de os Países Baixos desfilarem. S10, uma das principais artistas alt-pop neerlandesa, cantou De Diepte e surgiu sozinha em palco e vestida de preto. Numa primeira parte, o jogo de câmaras e de luzes faz a linguagem do «staging». Numa fase posterior, o escuro deixou de dominar o palco e a intérprete começou a mover-se numa fase mais dinâmica da canção.

 

  • 9. Moldávia: A cidade de Urbino constitui o postcard da Moldávia, representada pelo grupo Zdob și Zdub & Frații Advahov. Apresentaram o folk animado com Trenulețul, com as roupas dos artistas a não fugirem ao tema folclórico da canção. Destaque para o facto de ser uma das raras atuações a fazer uso das pontes levadiças que dão acesso ao palco satélite.

 

  • 10. Portugal: Para um país ligado aos Descobrimentos marítimos, nada mais apropriado do que a cidade portuária de Génova como postcard. Portugal foi o décimo a passar em palco, com MARO e as suas cinco coristas em saudade, saudade. As artistas estão estáticas em palco, num tema profundo e sentimental em que a atuação se focou mesmo nisso: nos sentimentos e emoções, com um «staging» escuro e roupas a acompanharem.

 

Terminada a atuação de MARO, houve uma pequena pausa, com o anúncio do que aconteceria posteriormente na gala desta semifinal.

 

  • 11. Croácia: Grinzane Cavour surge no postcard da Croácia, representada por Mia Dimšić. O escuro inicial dá rapidamente lugar a tons de azul, contrastando com o vestido cor de rosa da intérprete (que é acompanhada por dois dançarinos e uma dançarina). Guilty Pleasure é um tema country-pop, ao qual talvez tenha faltado alguma energia para cativar mais a atenção entre tantas canções.

 

  • 12. Dinamarca: Introduzida pelo postcard de Procida, a Dinamarca foi a 12.ª a desfilar. A banda feminina REDDI apresentou The Show. O início com a vocalista ao piano não o indicia, mas é uma canção rock, bem animada, e colorida, assim como as roupas da banda. Mais uma das propostas que, pelo menos no momento, não deixa ninguém indiferente nem sentado.

 

Mais uma pausa no desfile de canções depois da Dinamarca, agora com algumas das imagens da Turquoise Carpet que no passado domingo marcou a abertura do ESC 2022.

 

  • 13. Áustria: Regresso ao desfile de canções com a Áustria, introduzida pelo postcard em Miramare Castle. LUM!X e Pia Maria, dentro de um halo, apresentaram a canção dance-eletrónica Halo. É uma das mais ritmadas desta semifinal, com algumas inspirações nos anos 1980/1990. Outro dos temas propícios a dança e animação contagiante dentro e fora de palco.

 

  • 14. Islândia: Cortina d’Ampezzo, palco dos próximos Jogos Olímipicos de Inverno em 2026, foi exibida no postcard da Islândia. O trio Systur cantou Með Hækkandi Sól: A música country dominou o palco do ESC nesta atuação, com um «staging» e roupas bem a condizerem com a temática.

 

  • 15. Grécia: O postcard grego exibiu a região de Selinunte. Amanda Tenfjord, sempre sozinha em palco, esteve vestida de branco, contrastando com os tons escuros do palco – que inclui uma espécie de cadeiras envolvendo a intérprete. Uma interpretação bem conseguida e emotiva, que evoluiu e cresceu ao longo dos três minutos.

 

  • 16. Noruega: Em mais uma paisagem montanhosa, o Lago Scanno serviu de postcard da Noruega. Os Subwoolfer  apresentam o irreverente tema Give That Wolf A Banana, uma canção pop bem dançável e cativante. Os intérpretes, como não podia deixar de ser, estão com as suas máscaras de lobo e de astronauta habituais. O «staging» não teve muito de novo face à final nacional, mas não deixou de ser eficaz para a canção que seguramente deixou muitos a dançarem e a mexerem-se durante três minutos.

 

  • 17. Arménia: As Cascatas de Mármore são o último postcard da noite, introduzindo a Arménia. Rosa Linn esteve sozinha num palco que reproduz um palco repleto de post-its nas paredes. O tema Snap é uma canção bem pop e, ao longo da atuação, a cantora deixou de estar sentada à guitarra para percorrer o cenário e tirar alguns dos papéis das paredes revelando palavras chave da letra, a data de 22 de junho ou um coração… antes de romper mesmo a parede para se revelar uma grande abertura onde acabou a atuação.

 

Após as atuações, foi o sempre importante momento da abertura das linhas de televoto pelo trio de apresentadores, seguindo-se um primeiro «recap» das prestações.

Houve então o primeiro interval act: Dardust, Benny Benassi, Sylvia Catasta e Sophie and the Giants transformaram o palco do PalaOlimpico numa grande discoteca, em celebração da música Dance italiana.

Tempo depois para novo recap, o qual foi seguido da contagem decrescente de fecho das linhas telefónicas de votação.

O segundo interval act deu palco a Diodato, que, começando no piano, pisou finalmente o palco do ESC com o tema Diodato: com o qual deveria ter representado Itália no ESC 2020, não tivesse sido cancelado pela pandemia. Uma atuação emotiva, em que o artista foi acompanhado por um grande grupo de dançarinos.

O segmento posterior foi uma VT que revisitou alguns dos momentos da história recente do ESC, sendo então apresentada numa pequena conversa em palco Maléna: a vencedora do Festival Eurovisão da Canção Júnior (JESC) 2021 pela Arménia. Foi também passado o vídeo promocional da vitória de 2021 e da edição de 2022, marcada para dezembro em Erevã.

Ainda antes dos resultados houve a introdução dos dois finalistas automáticos que votaram nesta semifinal: França e Itália. Foram apresentados excertos das respetivas canções (Fulenn, de Alvan & Ahez; e Brividi, de Mahmood & Blanco).

Depois de um vídeo promocional da segunda semifinal e da final, chegou, por fim, o decisivo momento de anúncio dos apurados. Foram os habituais momentos de tensão e emoção enquanto se soube, por ordem aleatória, dos dez felizes contemplados com uma vaga na grande final de sábado.

 

Apurados

(Clique nos títulos para ver as atuações)

(Por ordem alfabética)

 

Restantes países a concurso

(Clique nos títulos para ver as atuações)

(Por ordem alfabética)

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