EUROVISÃO 2020: Quem poderiam ser os finalistas da segunda semifinal?
Créditos da imagem: NPO/AVROTROS/NOS

EUROVISÃO 2020: Quem poderiam ser os finalistas da segunda semifinal?

14/05/2020 0 Por Ricardo Dias

Este artigo vem em seguimento do anterior em que apreciei e deu opinião sobre as canções que
iriam a concurso este ano, sendo neste caso as 18 canções que estariam presentes na segunda
semifinal. Também como fiz antes dividi em três blocos.

 

Bloco Certo: Albânia, Arménia, Áustria, Bulgária, Estónia, Islândia, Polónia e Letónia (8 países)

Albânia: Muito bom. Interpretação e poder vocal top. E daquilo que se viu na final nacional
certamente iriam aproveitar imenso o palco com jogo de luzes, que acrescenta e muito a essa
canção. Mais que certa.

Arménia: Para mim nada de especial, mas essa proposta teria tudo para brilhar tal como
diamante que se vê na apresentação na final arménia. Seguiria para a final.

Áustria: Depois de um ano fora, voltaria a surpreender como em 2018. É uma proposta
‘popdance’, cativante e que fica na memória com certamente uma boa cenografia. Finalista certo.

Bulgária: Desde cedo a favorita por muitos à vitória. O país anda há muito querendo vencer o
certame, então depois de sediar o JESC e dos resultados em 2016 e 2017 (este último difícil de
digerir para eles), volta a apostar em grande. Por isso, na final com certeza.

Estónia: Pode ser muito cliché, mas a proposta estónia é tipicamente eurovisiva. E tanto ‘love’
e o vocalista lindo focando o seu olhar iria arrebatar muito do televoto feminino.

Islândia: A par dos russos, é mais uma que conseguiria a final pela irreverência do que pela
qualidade propriamente. Não gosto, mas é bom que haja propostas diferentes em palco.
Polónia: Mais uma ‘power balad’ e neste caso com muito cliché. Em estilo crescente e com um
tema cativante. Seguramente passaria à final.

Letónia: Quando vejo a atuação letã, lembro-me de uma cópia rasca de uma canção à Lady Gaga.
Aquelas ‘backing vocals’ e aquela cenografia… é algo que ainda roda na moda e que não passa
despercebido na hora de votar. Passaria certamente à final por ser das poucas este ano que se
apresentaria certamente com bastante extravagância em palco.

 

Bloco incerto: Grécia, Sérvia e Suíça (3 países)

Grécia: A repetir o estilo de apelo ao feminismo, aqui não cola de longe como a Macedónia fez
ano passado. SuperG!rl poderia ser um ‘super fail’ em palco. A Grécia deixou de ser ‘peso pesado’
e numa semifinal com outras propostas um tão pouco similares a esta, acho que a grega não
cativaria assim tanto público nem júri. Muito incerta.

Sérvia: Nada acrescenta esta proposta sérvia além de que ‘cheira’ e muito a mofo. Resultaria
bem há… talvez uma ou duas décadas atrás. Ainda assim poderia conseguir chegar à final,
naquilo a que aconteceu com alguma surpresa para alguns com os bielorrussos ano passado.

Suíça: Eis que a Suíça nos presenteia com aquela melodia ‘calminha’, sem grandes artefactos,
somente com a música e os seus instrumentos, e claro o vocalista intérprete da mesma.
Arriscaria a dizer que seria o grande ‘flop’ desta edição. Será que ninguém viu um ‘déjà-vu’ desta
proposta na que venceu no ano passado?

 

Bloco ‘já foste!’: Dinamarca, Finlândia, Geórgia, Moldávia, Portugal, República Checa, São
Marino (7 países)

Dinamarca: Esta proposta faz-me lembrar o ‘flop’ espanhol de 2018. Isto está mais que
ultrapassado e ficaria pela semifinal.

Finlândia: É linda sim! Até deram um toque moderno a essa balada, sim! Ele tem ótima
interpretação e vocal, sim! E muito mais, sim! Mas porque não um sim à final? Porque falta-lhe
o ‘game changing’, a melodia não sai do mesmo nos 3 minutos o que a torna no final ‘esquecível’
e o não certamente à final.

Geórgia: O país apresenta propostas ora muito ‘pobrezinhas’ ora muito ‘revoltadas’. E dessa vez
voltaria decerto a repetir o resultado do ano passado. Mesmo que aproveitasse todo o palco e
cenografia, não chegaria para cativar votos suficientes. Retenção certa.

Moldávia: ‘Again’ 2019. E é isso que temos. Uma excelente intérprete e voz, numa melodia a
precisar de um ‘upgrade’… É repetir uma fórmula que não trouxe bons resultados, com nova
roupagem e um pouco de ‘gritaria’.

Portugal: Uma balada ‘calminha’, sem mudar de tom, totalmente ‘esquecível’. Retenção certa.
República Checa: Depois de vir de ótimos resultados, apresenta-nos agora um hip-hop/rap, que
nada de diferente face a outros que passaram pela Eurovisão. Esse ano o país voltaria às
semifinais e arriscar-se-ia a ficar em último.

São Marino: Novamente aposta uma proposta que seja ‘orelhuda’ e acrescenta-lhe alguma
irreverência. Acho que este Freaky!’tenta colar-se um bocado à fórmula do ano passado, mas
não resulta de todo, por isso ficaria certamente na semifinal.

 

Apreciação final: Comparativamente à outra semifinal esta apresenta propostas musicais
menos originais, mais repetitivas ou muito ‘déjà-vu’, até que algumas antiquadas. Não me parece
muito competitiva,sendo apenas que elejo três como estando na linha de água para ocupar dois
lugares, ou seja, facilmente previsível esta semifinal em seus finalistas. A menos que em palco
alguma proposta do bloco ‘já foste!’ fizesse um brilharete e teríamos uma surpresa de última
hora. Além disso conta com um dos favoritos por muitos fãs do festival, mas que esse sim
poderia ser a grande surpresa da edição e ser o ‘big flop’.

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